
Os tipos mais comuns de
spam, considerando conteúdo e propósito,
são:
Boatos e correntes:
Os boatos e as correntes na Internet têm algo
em comum: pedem para serem enviados a todas as pessoas
que você conhece. Tais e-mails se apresentam com
diversos tipos de conteúdo, sendo na maioria das
vezes histórias falsas ou antigas. Para atingir
seus objetivos de propagação, os boatos
e correntes apelam para diversos métodos de engenharia
social.
Os boatos (hoaxes) são
textos que contam estórias alarmantes e falsas,
que instigam o leitor a continuar sua divulgação.
Geralmente, o texto começa com frases apelativas
do tipo: "envie este e-mail a todos os seus amigos...".
Algumas classes comuns de boatos são os que apelam
para a necessidade que o ser humano possui de ajudar o
próximo. Como exemplos temos os casos de crianças
com doenças graves, o caso do roubo de rins, etc.
Outros tipos de boatos
são aqueles que difamam empresas ou produtos, prometem
brindes ou ganho de dinheiro fácil. Continuando
com os exemplos, temos e-mails sobre a existência
de certa substância cancerígena em determinado
produto, o caso do e-mail que tratava da distribuição
gratuita de telefones celulares, de viagens gratuitas
a Disneyworld, etc.
Ainda dentre os boatos
mais comuns na rede, pode-se citar aqueles que tratam
de código malicioso, como vírus ou cavalos
de tróia. Neste caso, a mensagem sempre fala de
vírus poderosíssimos, capazes de destruir
seu computador e assim por diante. Um dos mais famosos
é o Good Times, que circulou pela rede durante
anos e, de vez em quando, ainda aparece um remanescente
enviado por internautas desavisados.
No Brasil, os boatos mais
recentes foram sobre o roubo da Amazônia e a fiscalização
de software em aeroportos.
As correntes, chain letters,
são textos que estimulam o leitor a enviar várias
cópias a outras pessoas, gerando um processo contínuo
de propagação. São muito semelhantes
aos boatos, mas o mecanismo usado para incentivar a propagação
é um pouco diferente, pois a maioria das correntes
promete sorte e riqueza aos que não as interrompem
e anos de má sorte e desgraça aos que se
recusam a enviar N cópias do e-mail para Y pessoas
nas próximas X horas! Como exemplo temos a corrente
dos índios da sorte, dentre tantas outras.
Propagandas: Os
spams com o intuito de divulgar produtos, serviços,
novos sites, enfim, propaganda em geral, têm ganho
cada vez mais espaço nas caixas postais dos internautas.
Isto sem contar a propaganda política que inundou
as caixas postais no último ano. Vale ressaltar
que, seguindo o próprio conceito de spam, se recebemos
um e-mail que não solicitamos, estamos sim sendo
vítimas de spam, mesmo que seja um e-mail de uma
super-promoção que muito nos interessa.
O maior problema com a propaganda por spam é que
a Internet se mostra como um meio fértil para divulgação
de produtos, atinge um grande número de pessoas
e a baixo custo, sendo que na verdade, quem paga a conta
é quem recebe a propaganda.
Outros, como ameaças,
brincadeiras, etc: Alguns spams são enviados
com o intuito de fazer ameaças, brincadeiras de
mau gosto ou apenas por diversão. Ainda assim são
considerados spam. Casos de ex-namorados difamando ex-namoradas,
e-mails forjados assumindo identidade alheia e aqueles
que dizem: "olá, estou testando uma nova ferramenta
spammer e por isto você está recebendo este
e-mail", constituem alguns exemplos. Vale lembrar
que não há legislação específica
para casos de spam. No entanto, pode-se enquadrar certos
casos nas leis vigentes no atual Código Penal Brasileiro,
tais como: calúnia e difamação, falsidade
ideológica, estelionato, etc.
