
Enquanto você lê
este texto, bilhões de e-mails inúteis entopem
o tráfego da Internet e enchem caixas postais mundo
afora. Fazem milhões de internautas desperdiçar
um tempo precioso apagando mensagens não solicitadas
e atrasam as comunicações legítimas.
Chateação, queda de produtividade, perda
de tempo: é o spam, a praga que alcança
todas as pátrias e cresce numa velocidade alucinante.
É uma guerra, e parece estar longe de terminar.
Os
números dão a dimensão da briga.
Só nos Estados Unidos o volume de spam cresceu
76% nos últimos 12 meses. A Brightmail, produtora
de soluções anti-spam, aponta que dos mais
de 70 bilhões de e-mails filtrados pela companhia
em setembro, 54% eram spam. A empresa de consultoria em
segurança MessageLabs informa que mais da metade
de todo o tráfego de e-mails da Internet é
constituído por spam (52% foi a marca registrada
em agosto último). Isso equivale a mais de 30 bilhões
de mensagens não solicitadas a cada dia carregando
bobagens e propagandas, quando não programas maléficos.
Para as empresas, pesa
ainda o enorme prejuízo financeiro. Afinal, perde-se
tempo e tempo é dinheiro. O problema do spam já
acarreta um gasto anual de cerca de 10 bilhões
de dólares para as empresas nos Estados Unidos,
segundo o instituto de pesquisa Ferris Research. Desse
valor, 44% são consumidos pela infra-estrutura
de TI absorvida na tentativa de filtrar e apagar os spams,
39% vêm da perda de produtividade dos usuários
finais e 17% se devem ao aumento do uso do suporte técnico
para a solução de problemas originados pelos
e-mails. A Ferris avalia que nos Estados Unidos cada caixa
postal corporativa receba cerca de dez spams por dia.
Na América Latina, de acordo com o instituto, são
em média dois deles diariamente.

Outras estimativas dão
conta de que o recebimento de spam vai causar às
companhias no mundo todo, este ano, um prejuízo superior
a US$ 20,5 bilhões. Em 2007, as perdas podem chegar
a US$ 198 bilhões. Um estudo realizado com 150 grandes
corporações em junho mostrou que o custo do
spam por cada usuário deve aumentar da média
de US$ 49 (2003) para US$ 257 (2007).